Ela tem tantas virtudes para a saúde que vale a pena criar o hábito de consumi-la todos os dias. Um poderoso hidratante e antioxidante, seu extrato encontra cada vez mais espaço na indústria da beleza. Aproveite a estação para mergulhar de cabeça nos benefícios desta exótica fruta. Há evidências de que a ingestão diária do suco feito com a casca, as sementes e a polpa (sim, tudo junto!) ajuda a controlar a pressão arterial, reduzir o colesterol ruim (LDL) e prevenir o câncer de mama e de próstata. Segundo a bioquímica Fernanda Archilla Jardini, da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Universidade de São Paulo (USP), “ainda não foram realizados testes em humanos, mas as células tumorais in vitro tratadas com a bebida tiveram seu crescimento inibido”. Já os efeitos sobre a pressão e o colesterol estão comprovados desde 2001 por estudos do bioquímico norte-americano Michael Aviram, do Rambam Medical Center, em Haifa, Israel. Ali mento sagrado. A bebida já entrou para a história, mais precisamente no período que vai de 970 a 930 a.C., durante o reinado de Salomão, em Israel. Diz a lenda que o soberano, conhecido como o mais sábio dos reis, encontrou no vinho da romã a força para contentar suas 700 esposas e 300 concubinas. Por gratidão, ele mandou esculpir a fruta no alto das colunas de seu templo, onde hoje se encontra o Muro das Lamentações, em Jerusalém. Era para lá que os judeus levavam as romãs e outros seis alimentos sagrados (trigo, cevada, figo, uva, azeitona e tâmara) na Festa de Pentecostes (Shavuot), que acontece sete semanas após a Páscoa. “A fruta também faz parte do ritual da passagem do ano-novo judaico. Nesse dia, as pessoas engolem as sementes para que seus méritos sejam multiplicados durante o ano. Há ainda a crença de que uma romã possui 613 sementes, o mesmo número de mandamentos escritos da Torá”, conta Cecília Ben David, coordenadora pedagógica do Centro de Cultura Judaica, em São Paulo. O rei Salomão não foi o único governante a se render à fruta. Diz a sabedoria popular que fazer gargarejo com chá de casca de romã alivia as dores na garganta. E é verdade. “Os compostos fenólicos – antioxidantes que preservam estruturas biológicas como a membrana celular – presentes na fruta têm propriedades antiinflamatórias e capacidade para aderir à mucosa, protegendo-a. O ideal é fazer o gargarejo à noite, pouco antes de dormir”, ensina a bioquímica Fernanda Jardini, estudiosa e apaixonada pela fruta. Mas é dentro da romã, nas sementes e na película esbranquiçada que as envolve, que estão guardadas as antocianinas (substâncias anticancerígenas) e os ácidos gálico, elágico e protocatequínico (poderosos antioxidantes). Aliás, um estudo da Universidade da Califórnia feito em 2000 provou que o suco da fruta con tém duas vezes mais antioxidantes do que o vinho tinto. Mais: pesquisas apontam que esses ácidos protegem os vasos sanguíneos, reduzindo as chances de infarto e derrame. “Para aproveitar os be ne fícios, bata no liquidificador a cas ca, as sementes e a polpa com um pouco de água, coe e beba em se guida. Outro jeito é friccionar os grãos numa peneira para extrair o suco ou consumi-los juntamente com folhas verdes ou na salada de frutas”, ensina a especialista. Quanta beleza! A romã tem tudo para se tornar a queridinha da indústria de cosméticos. É rica em antioxidantes, que combatem os radicais livres, responsáveis pelo envelhecimento precoce leia-se flacidez cutânea, perda da elasticidade, rugas e manchas). E aumenta o fator de proteção do filtro solar que você aplica na pele – o ácido elágico potencializa os níveis de glutationa, antioxidante produzido pelo organismo e que protege as células da ação dos raios solares, fonte de radicais livres. Além disso, inibe a proliferação de melanócitos, prevenindo manchas de sol.
Fonte: http://pt.shvoong.com/social-sciences/1755656-fruto-da-rom%C3%A3/#ixzz1WXQivLSg
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