quinta-feira, 25 de agosto de 2011

A IMPORTÂNCIA DA CRISINA PARA ATLETAS E HOMENS NA ANDROPAUSA


Crisina (5,7 diidroxiflavona) é um potente flavonoideextraído da planta Passiflora coerulea (syn. Passiflora caerulea)1 (espécie aparentada ao maracujá comum -Passiflora edulis). Sua molécula é muito semelhante as moléculas de outros flavonoides como a apigenina e aluteolina. Também é conhecida pelos nomes chrysin e chrysidenon.
crisina é um flavonoide que possui a capacidade única de inibir o processo de aromatização que transforma atestosterona em estrogênios (pt-BR) ou estrogénios (pt-PT)nos homens idosos e em processo de envelhecimento, o que é, em grande parte, a causa da relativa feminização que neles ocorre, inclusive retratada pela ginecomastia(comum nesses homens). Inúmeros estudos mostraram que os níveis de testosterona aumentam quando a ação da enzima aromatase é bloqueada, pois é ela que converte aandrostenediona em estrona, e a testosterona em estradiol. A crisina apresenta atividade fitoestrogênica, antioxidante e ansiolítica. Considerada uma “isoflavona anabólica”, pelo seu efeito antiestrógeno, impedindo a conversão da testosterona em estrogênios. Junto com a redução dos níveis de testosterona, a conversão pode causar sintomas irritantes, como ocorre com alto índice de estrogênios, como o surgimento de mamilos sensíveis ou mudanças nos órgãos masculinos.
crisina é por isso utilizada juntamente com os precursores ou os estimuladores da testosterona como o extrato de Tribulus terrestris, o extrato de Eurycoma longifolia (tongkat ali ou pasak bumi ou "cay ba binh")2, ou ainda o DHEA (dehidroepiandrosterona) para inibir o processo nocivo de transformação da testosterona em estrogênios associados ao envelhecimento e à feminização dos homens. Ela também possui alto potencial antioxidante, o que tem sido demonstrado através da sua habilidade para inibir a xantina oxidase e consequentemente suprime a formação de ácido úrico e de certas espécies reativas de oxigênio. A crisina também pode inibir, sob certas condições, a peroxidação lipídica.
Os atletas e os body-builders utilizam a crisina para alcançar resultados mais expressivos. Os indivíduos que apenas pretendem o aumento da sua testosterona e a redução dos estrogênios, adaptam o uso da crisina em função dos resultados obtidos.
crisina tem efeito similar ao DIM (di-indolilmetano) e o seu precursor - o I3C (indol-3-carbinol) - que são constituintes específicos isolados de vegetais crucíferas(como os brócoles ou as couves), pois ambos possuem efeitos benéficos, reguladores dos estrogênios e anticancerosos.

Nota

1 - Quando Lineu classificou e nomeou essa espécie de maracujá (Passifloraceae), ele instituiu o epíteto específicocoerulea, como indicam várias obras escritas com essa notação (Inclusive a famosa Flora brasiliensis que foi produzida entre 1840 e 1906 pelos editores Carl Friedrich Philipp von Martius, August Wilhelm Eichler e Ignatz Urban, com a participação de 65 especialistas de vários países). Em algum momento da história da taxonomia dessa planta, adotou-se o epíteto específico sinonímiocaerulea. Os termos em latim - caerulans, caeruleatus, caerulescens e caeruleus exprimem a ideia de azul, da cor do mar -, portanto, não se deve estranhar o uso das duas diferentes grafias; ambas são corretas, no entanto, a segunda forma (caerulea) é mais aproximada do radical latino, por isso torno-se mais usual.
2 - Na Indonésia, o termo "tongkat ali" ou "pasak bumi" significa firmemente preso ao solo, ou seja, vara (tongkat) ou pasak (estaca) fincada na terra (bumi); por extensão, dá a ideia de pessoa vigorosa saudável, além de relacionar-se ao vigor masculino (ereção). No Vietnã, o termo “cay ba binh” significa “remédio para as 1000 doenças”. Observe a importância que os povos desses dois países dão ao extrato retirado da raiz dessa planta (Eurycoma longifolia).

Referências

  • Jana, K.; Yin, X.; Schiffer, R.; Chen, J-J.; Pandey1, A.; Stocco, D.; Grammas; P.; Wang, X. Chrysin, a natural flavonoid enhances steroidogenesis and steroidogenic acute regulatory protein gene expression in mouse Leydig cells. Journal of Endocrinology (2008) 197, 315-323.
  • Alonso, J.R. Tratado de Fitomedicina – Bases Clínicas e Farmacológicas. Ediciones SRL-ISIS, (1998).
  • De Melo, G. O.; Muzitano, M. F.; Legora-Machado, A.; Almeida, T. A.; de Oliveira, D. B.; Kaiser, C. R.; Koatz, V. L. G.; Costa, S. S. Planta Medica. (2005), 71, 362.
  • Rogerio, A. P.; Kanashiro, A.; Fontanari, C.; da Silva, E. V. G.; Lucisano-Valim, Y. M.; Soares, E. G.; Faccioli, L. H. Inflammation Research. (2007), 56, 402.
  • Brinker, A. M.; Ma, J.; Lipsky, P. E.; Raskin, I.Phytochemistry 2007, 68, 732.

Ligações externas

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