quinta-feira, 25 de agosto de 2011


O cogumelo do sol e a imunidade

publicado em 26-11-2006
O diretor do departamento de pesquisa Cirúrgica, o professor de imunologia do Instituto de pesquisa Beckman da Universidade da California do Sul, Dr. Chen Shiuan, autoridade mundial em sinalização endócrina e bioquímica do cancer de mama e próstata, realiza pesquisas internacionalmente reconhecidas sobre inibidores da enzima aromatase que transforma na gordura corporal a testosterona em estrógeno.Atualmente tem se dedicado ao estudo da interação dos fitoestrógeneos e essa enzima aromatase.
Estudos realizados durante os anos de 2002 a 2004 e publicados 1 chegaram a conclusão, através de pesquisas em animais, que extratos do cogumelo Agaricus Blazei (cogumelo do sol) possuem compostos capazes de diminuir o crescimento de tumores por suprimirem a ação da enzima aromatase, reponsável pela síntese de estrógeno. Em relação à atividade da enzima 5 alfa redutase na prostata, concluíram que o extrato do cogumelo pode também diminuir o tamanho do tumor dependendo da dose ingerida.
Pesquisadores da Escola Japonesa de Medicina Ehime 2 já tinham também realizado estudos em ratos que demonstraram a capacidade do componente ergosterol (um precursor da vitamina D que não tem por si só alguma atividade anti-cancer) em retardar o crescimento de células cancerosas, presente na fração lipídica do “cogumelo do sol”, por inibir o desenvolvimento de novos vasos sanguíneos (angiogenese) em tumores sólidos 3.
Pesquisadores do Instituto Japonês de Pesquiza Sumitomo Forestry Tsukuba chegaram à um semelhante resultado com um extrato aquoso do cogumelo, ingerido via oral, que provocou regressão no tamanho do tumor 4, contrariando os resultados encontrados aqui no Brasil, onde não se encontrou efeito protetor quanto ao desenvolvimento do cancer de fígado5.
Recentemente, a Universidade Católica de Seul, realizou um estudo com 100 mulheres que tinham cancer de útero, ovário e endométrio que após receberem 3 ciclos de quimioterapia, perceberam que a atividade das células de defesa era maior no grupo de mulheres que ingeriram doses do cogumelo Agaricus.
Um outro estudo realizado em humanos pela Universidade Médica de kansai em Osaka 6, num grupo de 269 pacientes, todos com cancer de fígado que tiveram seus tumores removidos por cirurgia. Dentre esses, 113 receberam via oral um composto de vários cogumelos medicinais os pesquisadores observaram que esse gruipo de pessoas tiveram um significante período maior de sobrevida com uma não recorrência de tumores em relação ao grupo controle.
Os resultados desses testes em humanos são o começo das pesquisas que poderão confirmar um futuro brilhante para o cogumelo do sol, especialmente para pacientes com cancer.
Isso reafirma a nova tendência de considerar o tecido adiposo como um órgão capaz de produzir diversas moléculas biológicamente ativas como as que são produtoras de inflamação e as que são capazes de resistir a insulina ( pré-diabetes).
Até mesmo as pessoas saudáveis que tenham uma maior quantidade de tecido adiposo tendem a ter altos os níveis dessa proteína PCR.
 
1 Proceedings American Association for Cancer Research, 2005.
Breast cancer prevention with phytochemicals in mushrooms. Vol 46, Abs 5186.
White button mushrooms and prostate cancer prevention. Vol46, Abs 5174.
2 J Nutr. 2001 May;131(5):1409-13.
3 J Nutr. 131, 5:1409-13, 2001.
4 Planta Med. 68, 7:610-4, 2002
5 Cancer Sci. 94, 2:188-92, 2003.
6 J Hepatol. 37, 1:78-86, 2002
Se quiser ler mais sobre o assunto acesse
http://www.springboard4health.com/notebook/health_agaricus_1.html
 

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