Inibidores da aromatase: uma nova promessa de tratamento para endometriose. | |
| Fonte: Fertility and Sterility, 12/02/2004. | |
Letrozole (Femara), um inibitor da aromatase freqüentemente usado para prevenir a recorrência câncer de mama em mulheres na pós-menopausa, mostra promessas no tratamento da endometriose, de acordo com os resultados de um estudo-piloto pioneiro conduzido por Serdar Bulun, M.D., chefe da Division of Reproductive Biology Research at Northwestern Memorial Hospital.
"Este estudo demonstra o potencial dos inibidores de aromatase para redução significativa e rápida da severidade e dor da doença, oferecendo às mulheres uma nova e mais efetiva maneira de suprimir a endometriose, com menos efeitos colaterais," explica Dr. Bulun. "A endometriose ocorre quando um tecido similar ao revestimento do útero cresce em algum lugar do corpo e afeta aproximadamente de 10 a 15% de mulheres em idade reprodutiva. Isso causa dores pélvicas crônicas e contribui para a infertilidade.
" Nos últimos 10 anos, a equipe de pesquisadores liderada pelo Dr. Bulun introduziu o modelo molecular no qual a enzima aromatase, que produz o estrogênio, está presente no tecido endometrial de mulheres com endometriose. A sua equipe descobriu que essa enzima é capaz de se reproduzir, criando um ciclo vicioso na produção de estrogênio.
"Isso explica porque apesar da cirurgia, tratamentos hormonais e histerectomias, muitas mulheres continuam a sofrer com os sintomas da endometriose," explica Dr. Bulun. "A endometriose é uma doença dependente do estrogênio, então o estrogênio para a endometriose é como combustível. Nós precisamos atacar a raiz do problema - a aromatase - com o intuito de eliminar esse ciclo, suspender a produção local de estrogênio e tratar as mulheres com essa doença."
Dr. Bulun avaliou 10 pacientes com endometriose de moderada à severa, todas tratadas previamente tanto com medicamento como com cirurgia, com resultados insatisfatórios. Cada uma dessas pacientes tomou letrozole, junto com progestina, durante 6 meses. Dr. Bulun avaliou a endometriose objetivamente por meio de laparoscopia - um procedimento endoscópico cirúrgico para visualizar as estruturas pélvicas - no início e no fim do estudo. Em todas as pacientes, uma segunda laparoscopia mostrou que a endometriose ou desapareceu ou foi reduzida surpreendentemente.
O estudo também mostrou uma redução significativa na dor associada à endometriose. Nove das dez pacientes reportaram alívio significativo da dor pélvica, medida pela pontuação da American Society for Reproductive Medicine (ASRM) para endometriose e dores pélvicas calculadas por uma escala analógica visual. A pontuação média para a dor do pré-tratamento foi 6,22 em um máximo de 10. Após o tratamento, a média de pontuação foi reduzida para 2,52.
Atualmente, um dos tratamentos mais usados para a endometriose eram os hormônios liberadores de Gonadotropin (GnRH, em inglês) análogos, um grupo de drogas que decresce a produção de estrogênio aos níveis pós menopausa, porém, essa drogas têm efeitos colaterais indesejáveis, como por exemplo a perda de massa óssea, e pode ser usado somente por um curto período de tempo. Opções cirúrgicas também existem, mas os sintomas da endometriose retornam rapidamente em mais de 50% das mulheres que sofreram a cirurgia.
As participantes do estudo também tomaram citrato de cálcio de vitamina D para reduzir o risco de perda óssea. Além do mais, não foi detectada nenhuma mudança significativa na densidade óssea. Os efeitos colaterais mais comuns foram sangramento irregular e ocasional e leves ondas de calor, que foram bem tolerados
Nas minhas pesquisas sobre a Passiflora Officinalis descobri uma prima dela chamada PASSIFLORA CAERULEA que dentre seus componentes possue um flavonóide chamado CRISINA (extraído da flor) que é um INIBIDOR DA AROMATASE, usado inclusive pelos atletas. Para compreender este tema veja meu post sobre a Crisina.
Esther Ben David
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